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FBG - SERVIÇO ESPECIAL COVID-19 EDIÇÃO 5 – 27/4

Autor: Federação Brasileira de Gastroenterologia | Publicado em: 27/04/2020

Recomendações aos Gastroenterologistas

 

O Colégio Americano de Gastroenterologia (ACG) tem monitorado as condições de saúde que rapidamente se alteram com o COVID-19 e apresentou importantes sugestões de conduta aos gastroenterologistas a partir de uma ferramenta online. Basicamente, as recomendações seguem as apresentadas pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Órgão de Controle e Prevenção de Doenças do Estados Unidos, e que serão atualizadas de acordo com novas informações disponíveis.

 

1) Gastroenterologistas e demais membros da equipe ligados aos exames de endoscopia devem permanecer vigilantes e revisar o uso dos dispositivos de proteção pessoal durante os procedimentos endoscópicos, com atenção particular para máscaras faciais que protegem contra a transmissão por gotículas, especialmente durante a endoscopia digestiva alta.


 2) Atenção a como remover apropriadamente tais dispositivos (luvas, gorros e máscaras).


 3) Antecedendo os procedimentos, implementar um protocolo de rastreamento com perguntas sobre viagens, sintomas respiratórios bem como sobre a chegada ao consultório e local de exames.


 4) Usar máscara cirúrgica quando em contato com pessoas com tosse. 

(Obs.- A OMS hoje recomenda o uso de máscara sob qualquer circunstância).


 5) Pacientes com doença inflamatória intestinal, hepatite autoimune, transplante hepático ou outras condições que requerem a utilização de imunosupressores  /imunobiológicos não devem interromper seu tratamento uma vez que o risco de progressão da doença ou complicações superam os riscos de contrair COVID-19.

(Obs.- Pacientes com doença inflamatória intestinal que desenvolvem a infecção por COVID-19 devem suspender o tratamento com imunossupressores e imunobiológicos).

 

Fatos conhecidos atuais sobre COVID-19

 

- A maioria das infecções (cerca 80%) parecem ser leves.  Quando presentes, os sintomas incluem: febre (83-93%); tosse (46-82%); mialgia, fadiga (11-44%);   dispnéia (31%).

- A transmissão ocorre via gotículas respiratórias e secreções (pessoa a pessoa).

- Tempo médio entre o aparecimento do primeiro sintoma e o desenvolvimento de dispnéia (falta de ar): 5 a 8 dias.

- Índice de mortalidade para pacientes hospitalizados: 1,4%-15%.

- Período de incubação:  ao redor de 5 dias, podendo variar de 2 a 14 dias.

- Manifestações gastrintestinais, hepáticas e sanguíneas: 

o   Diarréia (2-33%) podendo ser fonte de transmissão viral

o   Leucopenia (9-25%)

o   Leucocitose (25-30%)

o   Elevação de ALT/AST (até 37%)

o   Elevação de bilirrubina (10%). A elevação dos testes hepáticos parece estar associada com os casos mais graves de infecção.

 

Referências

 

Pochapin MB et al. Recommendations re: COVID-19 for gastroenterologists. https://mailchi.mp/gi/acgrecommendations-re-covid-19-for-gastroenterologists?e=dbeba47cbc

Zhang C et al. Liver injury in COVID-19: managemant and challenges. https://www.thelancet.com/pdfs/journals/langas/PIIS2468-1253(20)30057-1.pdf

 

 

Joaquim Prado P Moraes-Filho

Professor Livre Docente de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

Diretor de Comunicação da FBG

 


Veja também:


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